Condenações por direção sob influência de substâncias aumenta em 10% na Espanha.
Matéria original por J.J. Gálvez (El País)
Madrid, 20 de maio de 2019
Mais de 40% dos motoristas mortos em acidentes de trânsito consumiram álcool ou alguma droga, de acordo com escritório da Procuradoria Geral.
Dados preliminares
passados pelo escritório Procuradoria Geral da Espanha demonstram um
aumento em 10% em apenas um ano nas condenações por direção sob
influência de álcool ou drogas.
Essas condenações
cresceram para 56.173 em 2018, comparadas com 51.085 em 2017,
representando 21% de todas as condenações para qualquer tipo de
crime. Mais de 40% dos motoristas que morreram em acidentes de
trânsito consumiram álcool ou algum tipo de droga.
Pere Navarro, diretor
do DGT (diretoria geral de trânsito) descartou a possível
introdução de penalidades mais duras aos transgressores. “Não é
claro para mim que a solução esteja em penalidades mais agressivas.
Em certo ponto talvez tenhamos que fazê-lo, mas não apoiamos isso”,
disse Navarro no último verão.
Ao invés, Navarro diz
que a prioridade é aumentar a fiscalização nas ruas para que seja
evitada um “sensação de impunidade”.
Tal aumento vem a
sinalizar uma mudança de direção da tomada sob a anterior
administração do - adepto do Partido Popular - Primeiro Ministro
Mariano Rajoy. Sob a direção de Rajoy, testes com o bafômetro
haviam sido reduzidos em 20% nas ruas espanholas.
Em 2013, a Guarda Civil
rastreou mais de 6.4 milhões de motoristas para ver se eles tinham
mais que o limite legal permitido de álcool no sangue. Três anos
depois, foram 5.07 milhões de testes e em 2017 o número foi de 5.18
milhões.
“Quando se trata de
álcool, diferentemente de outras drogas, um aumento em testes
preventivos não apresenta evidência de sucesso, uma vez atingida uma conscientização entre a
população de motoristas”, disse o então Ministro Interior Juan
Ignacio Zoido. A diminuição nos testes com bafômetro foi
acompanhada de uma redução no número de policiais da Guarda Civil
encarregados de trânsito.
Em setembro do ano
passado, Navarro disse que 250 oficiais a mais iriam patrulhar as
ruas no mês de outubro, e ainda mais 400 seriam adicionados em 2019.
Outras violações
Grande parte de
condenações no tribunal, por infrações de trânsito, envolvem o
uso de drogas ou álcool ao volante mas esses não são os únicos
casos. Em 2018, 28.868 motoristas foram penalizados por dirigirem sem
habilitação, 2.797 se recusaram a fazer o teste do bafômetro, 872
foram sancionados por direção perigosa, 450 por correrem demais, 60
por demonstrarem “manifesta indiferença pelas vidas de outrem”
(também chamados de motoristas “kamikaze”), e 44 por outros
tipos de comportamento arriscado nas estradas.
No ano passado, um
total de 89.264 pessoas foram condenadas em crimes de trânsito,
representando 34% do total de condenações de crimes no país. Esse
é um aumento de 8.9% desde 2017, mas permanece abaixo do número de
92.682 condenações de 2014.
Enquanto isso,
acidentes fatais em estradas caíram para 1.180 no ano passado,
comparados com os 1.198 em 2017.
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