sábado, 15 de junho de 2019


Trabalho - Porquê Você Deveria Tentar Ser Um Pouco Mais Contido.


Tema do texto: vida mais inteligente

A sabedoria convencional nos diz que deveríamos avidamente abraçar qualquer oportunidade que nos cruza o caminho, mas fazer-se de difícil pode ter suas vantagens.


Texto originalmente de Cindy Lamothe (New York Times)
O texto foi traduzido do inglês para o português

Nos tempos de faculdade, sempre fui a primeira a levantar a mão na aulas (um comportamento que não me garantiu muitos amigos, deixe-me te contar). Agora como uma escritora freelancer, não me é incomum aquela mesma ansiedade quando se trata de trabalho – relacionada agora a respostas instantâneas e mais do que o ocasional emoji. Emails, tweets, mensagens preguiçosas – você pode nomear – ser afável e dócil é algo da minha personalidade.

E enquanto a sabedoria tradicional nos diz que deveríamos avidamente abraçar todas as oportunidades que nos cruzam o caminho, se fazer um pouquinho de difícil tem as suas vantagens.

Estudos e mais estudos mostram que oportunidades demonstram ser mais valiosas à medida em que vão se tornando mais escassas, significando que pessoas querem mais de algo que não podem ter, de acordo com Robert Cialdini, um expert e pioneiro em influência e autor de “Pre-Suasion: A Revolutionary Way to Influence and Persuade.”

“O que o princípio da escassez diz é que pessoas são mais atraídas para opções ou oportunidades que são raras, únicas ou pequenas em avaliabilidade”, diz Dr. Cialdini. A razão por traz dessa ideia está relacionada à psicologia da “reatância”: Essencialmente, quando pensamos que algo é limitado a nós, tendemos a querer aquilo mais ainda.

Com sorte, para nós, de acordo com experts, é possível domar esse conceito e aumentar nossos recursos com relação a negociações ou avanço na carreira. Então se você se encontra sendo zeloso demais a respeito de cada pequena oportunidade que aparece em seu caminho, aqui vão algumas dicas para equilíbrio das coisas:

Seja menos ansioso

Aparentar-se totalmente disponível pode acabar indo contra você, de acordo com Jeremy Nicholson, um psicólogo social que foca em tomada de decisões, influência social e dinâmica de relações. Isso esbarra em economia – se você está com pouco recursos e uma alta demanda, você vale mais.

Pense nisso dessa forma: Se você está demasiado animado com uma oportunidade de trabalho, dará a impressão que você está numa baixa demanda. Aí está toda a razão para agir com mais calma. Fazer com que algo seja mais difícil de alcançar, diz Dr. Nicholson, “tende a aumentar ao menos a percepção do valor, senão seu real valor.”

Parte de se fazer isso funcionar significa manter seu entusiasmo em dia.

“Ansiedade extrema pode ser um sinal de ingenuidade ou soar como puro desespero”, diz John Lees, um estrategista de carreiras morador do Reino Unido e autor de “How to Get a Job You Love” (Como Ter Um Trabalho Que Você Ama).

Quando se trata de coisas como negociações do que pode compensar ou não, deixe claro que você está realmente interessado em aprender mais sobre a oportunidade, Sr. Lees sugere, mas deixe transparecer também que você está ciente de suas habilidades e seu valor no mercado.

No caso de você ser procurado por gerentes de contratação ou clientes em potencial, Dr. Nicholson recomenda que responda de uma maneira que lhe respeitem seus interesses sem que você pareça tão ansioso. Em outras palavras, “Você é seletivo com as pessoas que trabalham junto com você, mas poderia considerar trabalhar com eles ou para eles.”

Seja confiante e assertivo, aconselha Dr. Nicholson, com respostas como: “Bem, eu tenho alguns outros projetos em que estou trabalhando. No entanto, eu poderia colocar esse como prioridade se você quiser.” Sendo seletivamente interessado, você não será duro a ponto de insultar a pessoa que procura uma relação de trabalho contigo, ele diz, mas a deixar-lhe-á sabendo que você tem outras opções. “Ademais, você está os priorizando porque eles são importantes para você também.”

E se ainda estiver nervoso a respeito de parecer demasiadamente zeloso, tire um tempo para você recalibrar antes de responder um e-mail ou atender um telefonema.

Ainda melhor: Vá no físico. Tirar um momento para uma caminhada nitidamente é algo que reduz o stress e aumenta seu bem-estar. Isso permite a seu cérebro se aquietar um pouco, diz Liz Ryan, fundadora da Human Workplace e autora de “Reinvention Roadmap: Break the Rules to Get the Job You Want and Career You Deserve.” (Algo como: Reinvenção de Rota: Quebre as regras para conseguir o emprego que você quer e a carreira que você merece). O ponto aqui é diminuir sua ansiedade para então focar na negociação que se apresenta.

Não vá com tanta sede ao pote

É fácil ficar excitado quando uma oportunidade inesperada se apresenta, diz Sr. Ryan, mas lembre-se que seu poder em qualquer negociação está relacionado com sua habilidade de poder se abster dela.

Uma vez que você tenha o interesse, canalize aquilo num raciocínio justo e lógico, diz Sr. Lee “Pesquise sobre aquela organização como se você fosse investir metade de suas economias naquilo,” ele diz.

Também é importante continuamente avaliar com seus instintos, Sr Ryan adiciona, e lembre-se: Não aceite uma proposta antes de considerar totalmente os termos. Se fazer um pouco de difícil pode parecer meio amedrontador pois você pode realmente precisar do dinheiro, “mas ninguém vai lhe valorizar mas do que você valoriza a si mesmo,” ela diz. De vez em quando é apenas questão de dar a si mesmo o espaço para acalmar-se e refletir.

Sra. Ryan recomenda que você formule diversas questões, se mantendo a par mesmo de pontos de vista de outras pessoas, checando sites de busca de empregos como glassdoor.com para ver o que funcionários e ex-funcionários dizem a respeito. Mantenha em mente: O objetivo é chegar a uma negociação cuidadosamente e com a mente limpa.

Saiba seu valor de mercado

Não devemos apenas fazer nossa lição de casa no momento, diz Dr. Cialdini, também devemos continuamente aferir nosso valor de mercado, “então se uma oportunidade inesperada aparece, você não tem de se apressar e desempenhar um trabalho sem energia em cima desse fator crucial.”

Mantenha um planilha atualizada em mãos com uma lista de suas habilidades e conquistas então você pode rapidamente estudá-la quando você tiver uma proposta de emprego. Você também tem de saber de antemão quanto cobrar por seus serviços. Sr. Ryan sugere que use ferramentas como salary.com , paysa.com e payscale.com para ter uma ideia do quanto as pessoas como você ganham em seu ZIP code.

A ideia é planejar a frente para você não ser atropelado em dado momento. Ter uma boa noção de quanto valem suas habilidades lhe permitirão que você não se atire em qualquer oportunidade que aparecer (e sim, isso inclui apressadas respostas de e-mail).

Adote um mind-set de abundância

Reconhecendo que existem ilimitadas possibilidades pode ter dar a segurança e confiança de que você precisa para criar resultados satisfatórios. “Muitas pessoas que tomam decisões baseados em medo são pessoas que estão jogando o pequeno contra o grande,” diz Caroline Castrillion, uma coach de negócios e fundadora da Corporate Escape Artist. Pensamentos negativos podem se tornar sólidas profecias se você os diz o bastante a si mesmo, ela adiciona.

Tente reavaliando auto-conversas negativas percebendo quando é que elas levam a pensamentos de falhas. Você se imagina perdendo futuras oportunidades se você não ansiosamente aceita as que estão em frente a você? Como escritora freelance, em repetidas ocasiões caí na cilada de pegar muitas atribuições por medo de que dizer “não” limitaria minhas opções no futuro.

Mas de acordo com Dr. Nicholson, nós precisamos reformular como nós usamos escassez e abundância em nossa própria cabeça antes de podermos aplicá-las no exterior. Quando você se preocupa com todas as coisas que você vai acabar perdendo se você não usar uma devida oportunidade, você está usando o mind-set de escassez em cima de você mesmo no lugar de uma estratégia de persuasão, ele diz. “Você está em real desvantagem mentalmente.”

A maioria das pessoas tem a tendência de dizer a futuros empregadores ou clientes “todas as belas coisas que eles podem e irão fazer por eles,” diz Dr. Nicholson, acrescendo, “Isso é um mind-set de abundância para eles,” enquanto que o seu diálogo interno deve estar cheio de insegurança. “Então trata-se de se lançar,” ele diz, “e vir de uma perspectiva de abundância de dentro da pessoa.”

Acredite no processo

Por último, parecer menos disponível não se trata de limitar nosso entusiasmo ou sermos desnecessariamente duros conosco. Trata-se mesmo de confiar em seu auto-valor para então sermos proativos, dizem experts. Isso quer dizer mentalmente alinhar nosso entusiasmo a uma estratégia.

“Enfatizar a raridade de seus recursos e sua capacidade colaborativa pode ajudar-lhe a avançar mais rapidamente em suas metas,” diz Shirli Kopelman, um professor na Ross School of Business na Universidade de Michigan e autor de “Negotiating Genuinely: Being Yourself in Business,” que vê emoções como um recurso em ocasiões de negociação.

Parte de treinarmos a nós mesmos para pensar diferente, diz Sra. Catrillon, é pisar regularmente fora de nossa zona de conforto (e se segurar ao não mandar todas aquelas demasiadas ansiosas respostas). Se colocando muito além do que você pensa que é capaz é uma bela maneira de se treinar para enxergar possibilidades, ela acrescenta.

“É basicamente um mind-set que se isso não funcionar,” ela disse, “então há algo ainda melhor logo na próxima esquina.”

quarta-feira, 22 de maio de 2019


Estudo de Genoma prediz DNA de toda a Islândia.


Traduzido do idioma inglês.
texto original de:
Antonio Regalado 
25 mar 2015

Grandes bancos de dados de genomas estão começando a revelar informações críticas relacionadas à saúde – até mesmo sobre pessoas que nem mesmo contribuíram com seu próprio DNA.



O CEO da companhia Islandesa caça-genes diz que é capaz de identificar todas as pessoas do país que possuem risco cancerígeno mortal, mas está impossibilitado de alertar as pessoas do perigo por causa de regras de ética que governam pesquisas de DNA.

A empresa, DeCode Genetics, situada em Reykjavík, diz que coletou sequências completas de DNA em 10.000 indivíduos. E por pessoas na Islândia serem estreitamente relacionadas, a DeCode relata que agora pode sobre-exceder para precisamente adivinhar a estrutura de DNA de quase todos os 320.000 cidadãos daquele país, incluindo aqueles que nunca participaram dos estudos.

O assunto vem levantando complexas questões médicas e éticas sobre se a DeCode, que é de posse da companhia de biotecnologia americana Amgen, será capaz de informar ao público se eles correm riscos de terem doenças fatais.

Kári Stefánsson, o médico fundador e CEO da DeCode, diz estar preocupado com respeito a mutações em um gene chamado BRCA2, o qual aponta para um elevado risco de câncer nos seios e nos ovários. Os dados da empresa DeCode podem identificar aproximadamente 2.000 pessoas com tal mutação de gene dentre a população da Islândia, e Stefánsson diz que a companhia anda em pés de negociação com autoridades da área da saúde sobre uma possibilidade de alertá-los.

“Poderíamos poupar essas pessoa de morrerem prematuramente, mas não o fazemos, por que nós como sociedade não concordamos com isso”, diz Stefánsson. “Pessoalmente, eu acho que não salvar essas pessoas dessas mutações é um crime. Esse é um enorme risco para um grande número de pessoas.”

O Ministro Islandês da Saúde disse que um comitê especial foi montado para regular tais descobertas “incidentais” e que iria propôr certas regulações pelo final do ano.

A técnica usada pela DeCode para predizer genes de indivíduos oferece pistas para o futuro de uma medicina de precisão em outros países, incluindo os Estados Unidos da América, onde este ano o Presidente Barack Obama apelou a pesquisadores para montar um banco de dados gigante constituído de um milhão de pessoas. Um banco de dados americano grande o bastante também poderia ser usado para deduzir genes de pessoas querem elas terem ou não se juntado às pesquisas, diz Stefánsson, e poderia levantar questões a respeito da comunicação ou não de ameaças à saúde do público.

“Esta técnica pode ser aplicada a qualquer população,” diz Myles Axton, editor-chefe do Nature Genetics, o jornal em que a DeCode apresentou hoje (atenção, essa matéria é de 25 de março de 2015) suas descobertas. Ele disse que o detalhamento genealógico da pequena ilha e suas documentações são a razão por que “tudo começou a se desenvolver primeiro na Islândia”.

Diversos obstáculos legais e éticos atualmente previnem a DeCode de alertar pessoas que estão em risco. Voluntários que assinalaram-se para estudos da DeCode prometeram anonimato, e que também não aprenderiam nada (sobre si mesmos) com aquelas pesquisas. Bioeticistas reconhecem que as pessoas tem o direito “de não saber” a respeito de ameaças genéticas, o que significa que não se pode ser dito a eles simplesmente.

A regra é que você só pode usar e expor dados genéticos se você tem uma permissão do indivíduo em questão”, diz Gílsi Pálsson, um antropologista da Universidade da Islândia. “Mas isso é muito além de informação consentida. Pessoas não estão ao menos inseridas no estudo, elas não deram consentimento ou mesmo submeteram alguma amostra para isso, ainda a companhia alega ter conhecimento a respeito dessas pessoas e que há algum risco de saúde.”

Pálsson diz que noções tradicionais de ética médica estão agora em conflito aberto com diretrizes e capacidades da medicina de precisão. Ele acredita que tais padrões precisarão ser ajustados fundamentalmente no futuro, para então mais pesar os benefícios de saúde pública em detrimento de direitos individuais de privacidade.

A expectativa de vida de mulheres com a mutação BRAC2 é de 12 anos a menos em comparação com mulheres sem o mesmo, pois 86 por cento das que possuem o código genético desenvolverão câncer em algum momento. Homens também são afetados porque a mutação aumenta chances de câncer de próstata. Stefánsson diz que muitas dessas mortes poderiam ser evitadas com cirurgia preventiva, como a mastectomia.

Nós poderíamos na Islândia, com o apertar de um botão, encontrar todas as mulheres com a mutação do gene BRCA2”, diz Stefánsson. “É um pequenino exemplo do que se é possível fazer. É possível usar isso em medicina de forma nunca feita antes”.

Dados da empresa DeCode poderão ainda prever quem entre a população apresenta elevado risco de adquirir a doença de Alzheimer ou quem tem uma disfunção de aprendizado não diagnosticada”.

DeCode começou em 1996 com a ideia de “linkar” pesquisas de DNA com o sistema nacional de saúde da Islândia. A situação do país é única por causa de seus cuidadosamente mantidos registros genealógicos, que datam do século nono, quando a ilha foi firmada. Isso também significa que muitos dos Islandeses são ao menos primos distantes.

DeCode já produziu mapas genealógicos brutos, chamados genótipos, de aproximadamente 150.000 Islandeses. Mais recentemente, avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA permitiram que se obtivesse completas sequências de genoma de aproximadamente 10.000 pessoas, diz Stefánsson, ou cerca de um entre 30 Islandeses. Resultados dos primeiros 2.636 genomas completos foram divulgados pela empresa hoje no Nature Genetics.

Combinados a tabelas genealógicas, essas informações são o que permite a DeCode “assinalar” os genomas de quase todos os nascidos de pais Islandeses. Isso acontece pois uma vez conhecido o genoma de pessoas em uma árvore genealógica, os genes das outras também podem ser deduzidos.

Sean Harper, diretor de R&D na Amgen, chama a habilidade da DeCode de adivinhar o DNA das pessoas de “uma questão difícil”. Diz ele que não é esse um grande problema para geneticistas, no entanto, testes de DNA rotineiros acabam por revelar também informações de parentes próximos. Mas nunca ocorreu antes que se chegasse ao nível de uma nação inteira.

É uma área cinzenta de uma perspectiva bioética, mas nós poderíamos estar inclinados a ceder informações ou mesmo uma observação”, diz Harper. Ele diz que a Amgen, que se utiliza de informação genealógica DeCode para guiar suas pesquisas de medicamentos, não tem planos de processar ninguém pelo risco de informação que assim se desenvolve. “Não seria apropriado a nós que se tente criar um processo comercial”, ele diz.

Os Estados Unidos da América não possuem um registro de DNA similar, no entanto algumas companhias privadas como 23andMe e Ancestry.com, têm criado alguns mapas brutos de vários milhões de pessoas ao todo. Os Institutos Nacionais de Saúde estão planejando gastar milhões nos próximos anos com o intuito de acumular informações completas de genoma de dezenas de milhares de pessoas.

Isso significa que o mundo inteiro em breve confrontará os mesmo tipos de dilemas éticos que a Islândia agora encara, diz Pálsson. “Você tem o direito de brincar com vidas de pessoas em uma escala imensa? Você pode dizer ao seu vizinho 'Você está fumando demais'. Mas outra coisa é se aproximar de 1.000 pessoas e dizê-las 'Você tem a mutação de gene BRCA2'”, ele diz.

Fonte:



terça-feira, 21 de maio de 2019

Condenações por direção sob influência de substâncias aumenta em 10% na Espanha.

Matéria original por J.J. Gálvez (El País)
Madrid, 20 de maio de 2019

Mais de 40% dos motoristas mortos em acidentes de trânsito consumiram álcool ou alguma droga, de acordo com escritório da Procuradoria Geral.



Dados preliminares passados pelo escritório Procuradoria Geral da Espanha demonstram um aumento em 10% em apenas um ano nas condenações por direção sob influência de álcool ou drogas.

Essas condenações cresceram para 56.173 em 2018, comparadas com 51.085 em 2017, representando 21% de todas as condenações para qualquer tipo de crime. Mais de 40% dos motoristas que morreram em acidentes de trânsito consumiram álcool ou algum tipo de droga.

Pere Navarro, diretor do DGT (diretoria geral de trânsito) descartou a possível introdução de penalidades mais duras aos transgressores. “Não é claro para mim que a solução esteja em penalidades mais agressivas. Em certo ponto talvez tenhamos que fazê-lo, mas não apoiamos isso”, disse Navarro no último verão.

Ao invés, Navarro diz que a prioridade é aumentar a fiscalização nas ruas para que seja evitada um “sensação de impunidade”.

Tal aumento vem a sinalizar uma mudança de direção da tomada sob a anterior administração do - adepto do Partido Popular - Primeiro Ministro Mariano Rajoy. Sob a direção de Rajoy, testes com o bafômetro haviam sido reduzidos em 20% nas ruas espanholas.

Em 2013, a Guarda Civil rastreou mais de 6.4 milhões de motoristas para ver se eles tinham mais que o limite legal permitido de álcool no sangue. Três anos depois, foram 5.07 milhões de testes e em 2017 o número foi de 5.18 milhões.

“Quando se trata de álcool, diferentemente de outras drogas, um aumento em testes preventivos não apresenta evidência de sucesso, uma vez atingida uma conscientização entre a população de motoristas”, disse o então Ministro Interior Juan Ignacio Zoido. A diminuição nos testes com bafômetro foi acompanhada de uma redução no número de policiais da Guarda Civil encarregados de trânsito.

Em setembro do ano passado, Navarro disse que 250 oficiais a mais iriam patrulhar as ruas no mês de outubro, e ainda mais 400 seriam adicionados em 2019.

Outras violações


Grande parte de condenações no tribunal, por infrações de trânsito, envolvem o uso de drogas ou álcool ao volante mas esses não são os únicos casos. Em 2018, 28.868 motoristas foram penalizados por dirigirem sem habilitação, 2.797 se recusaram a fazer o teste do bafômetro, 872 foram sancionados por direção perigosa, 450 por correrem demais, 60 por demonstrarem “manifesta indiferença pelas vidas de outrem” (também chamados de motoristas “kamikaze”), e 44 por outros tipos de comportamento arriscado nas estradas.

No ano passado, um total de 89.264 pessoas foram condenadas em crimes de trânsito, representando 34% do total de condenações de crimes no país. Esse é um aumento de 8.9% desde 2017, mas permanece abaixo do número de 92.682 condenações de 2014.

Enquanto isso, acidentes fatais em estradas caíram para 1.180 no ano passado, comparados com os 1.198 em 2017.